quinta-feira, 12 de abril de 2012

Proximidade



Isto de proximidades pode parecer mais objectivo do que o é na realidade (aparente). Tem, portanto, muito que se lhe diga… apesar de não me parecer que me vá explanar muito a questão, não vá “estender-me ao comprido”.

Não, este post não terá nada de “adelaides ferreiras” a dar tudo para ter quem quer que seja aqui…até porque para lá da qualidade da música, está uma mensagem que não me apetece aqui e agora, nem será tão oportuna quanto isso.

Nem sempre a proximidade é boa. Há as proximidades que nos fazem reavaliar tudo e todos, quase no domínio “quis saber quem sou, o que faço aqui”. Quando se está resvés com algo significativo que pode ter repercussões definitivas, é inexplicável como o destino pode oscilar entre a “obra do acaso” e a do ocaso, ficasse “perdido” nos locais mais recônditos da mente, entre o racional e o destinado, suficientemente perto e simultaneamente longe…Para término a expressão popular: “não tinha que ser hoje”! 

(a música nada tem que ver, mas "apeteceu-me")



terça-feira, 13 de março de 2012

Há dias



Nunca fui pessoa de “escrita a dias”, tal como é demonstrado pelo último post e pelo “não rendimento” obtido com a actividade.
 
Há quem diga que dias não são dias…talvez os mesmos que aplicam a máxima que assegura que “uma vez não são vezes”. Outros atribuem títulos e títulos para que os dias sejam marcados: pai, mãe, mulher, avós, trabalhador, Portugal e Camões, Dia Mundial de Luta contra a Desertificação e a Seca (esta ordem não é cronológica ou de importância)…hoje foi dia de escrever!
 
Carlos Tê (se não me falha a intuição e a pesquisa) prefere afirmar que “há dias em os dias são como baloiços de bem e mal”.
 
Neste balouçar (ou baloiçar) do dia-a-dia é complicado manter o equilíbrio, a homeostasia… Com tantas bipolaridades as Lianores não conseguem por certo ir sempre à fonte fermosas e seguras. Algumas vezes o objectivo está em alcançar a fonte, outras em na forma como se segue “pela verdura”.
 
Metáforas campestres à parte, com tanto desequilíbrio financeiro, politico, ambiental, emocional e mental, resta a (vã?) esperança que hajam dias, de preferência dos “dias melhores” porque quem não se farta dos “dias assim-assim” ?
 
Acho que acalentados pela crença ou simples convicção no que (ou quem) quer que seja, devemos ter como nosso segredo para a nossa vivência (ou sobrevivência) a abolição de expressões como “há dias de manhã, que uma pessoa à tarde, não pode sair de casa à noite”, ou que o “dia não foi bom nem mau…, antes pelo contrário e vice-versa”.

Encerrando com a habitual componente musical, tentei limitar-me a 3 músicas. Mais alguma sugestão?