terça-feira, 5 de junho de 2012

Será isto o envelhecimento?




Não me proponho a responder, apenas a questionar…

Acho que envelhecer é sobretudo relativizar e aprender a valorar devidamente os acontecimentos. O impossível passa a complicado, o complicado passa a “deixa lá ver se se consegue resolver”, o que antes era resolúvel passa a complicado, ou a impossível de resolver. 

Será então a vida um “intervalo de cruzamento de braços”? Não me parece…

Reduz-se a capacidade de fazer “das tripas coração” para se aumentar a necessidade de fazer das já referidas miudezas órgão cardial.

Os suspiros de ânsias, convertem-se em suspiros cansados e/ou conformados…quem não é vencido (ainda que por parcas vezes) pelo cansaço que atire a primeira pedra (mas que a atire para onde não provoque grande nem grave dano)!

Passam os dias ao ritmo de epifanias, de mudanças de estados amizades que passam do estado sólido para o líquido e/ou para o gasoso (não necessariamente com a fase intermédia) e, por vezes, reacções inversas…familiares que se pensam ser isto quando afinal são aquilo, gentes exemplares que afinal também falham, erram…também, perdoem-me o “popularismo” da expressão: “metem nojo”.

Em suma, ainda que não existam fases pachorrentas, vai-se a pachorra. Haja boa disposição, esperança e sentido de humor como alguém disse, para se conseguir deixar pão com tulicreme nas migalhas da memória (citação fresca).

Não, não me sinto velho…sinto-me reflexivo. Isso também é envelhecer?

Eternamente jovem? Depende… Conformo-me, convivo, sobrevivo e luto com as circunstâncias.

Para findar deixo duas músicas “amadurecidas”




quinta-feira, 12 de abril de 2012

Proximidade



Isto de proximidades pode parecer mais objectivo do que o é na realidade (aparente). Tem, portanto, muito que se lhe diga… apesar de não me parecer que me vá explanar muito a questão, não vá “estender-me ao comprido”.

Não, este post não terá nada de “adelaides ferreiras” a dar tudo para ter quem quer que seja aqui…até porque para lá da qualidade da música, está uma mensagem que não me apetece aqui e agora, nem será tão oportuna quanto isso.

Nem sempre a proximidade é boa. Há as proximidades que nos fazem reavaliar tudo e todos, quase no domínio “quis saber quem sou, o que faço aqui”. Quando se está resvés com algo significativo que pode ter repercussões definitivas, é inexplicável como o destino pode oscilar entre a “obra do acaso” e a do ocaso, ficasse “perdido” nos locais mais recônditos da mente, entre o racional e o destinado, suficientemente perto e simultaneamente longe…Para término a expressão popular: “não tinha que ser hoje”! 

(a música nada tem que ver, mas "apeteceu-me")