quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Acordar já?!




Acordar nunca é um procedimento fácil, sendo algumas vezes custoso e, noutras, tenebroso!

Abandonar o mundo de Morpheu não tem procedimento simplificado e um nevoeiro parece toldar a visão e o raciocínio quando as horas de inércia físico-cognitiva são inferiores ao habitual e/ou ao recomendado.

Mas, hoje, proponho-me a falar a pensar num acordar que vai além do levantar de cabeça da almofada e de abandonar o conforto têxtil que acomoda o descanso.  Hoje penso sobre um acordar mais coletivo, mais integrado.

Esta semana “acordei” para uma música de origem Massena cuja voz me tinha ficado na “retina auditiva” há uns “CD’s” atrás. Um acordar de inércias acordadas, de conformismo mais ou menos conforme o que está modelado para a sociedade de hoje!

Importa decidir o que fazer:  dormir, adormecer ou acordar...esperar que o despertador toque pode ser o suficiente para que o despertador seja deslocalizado durante uma “noite de sono” ou de “cochilamento”. 

Oxalá haja café, muito e do bom!


Acorda,
o teu ombro já não espera
e traduz essa palavra
que me olha…

E é assim que o povo resiste
É lutando que a vida insiste

Sono, sem sonho
Medo, sem coragem
Somos barco à vela
Livres na viagem….

E é assim que o povo resiste
É lutando que a vida insiste

E é gritando sobre o asfalto
Que a nossa voz fala mais alto!

(instrumental)
E é assim que o povo resiste
É lutando que a vida insiste

E é gritando sobre o asfalto
Que a nossa voz fala mais alto!

Acorda,
o teu ombro já não espera
e traduz essa palavra
que me olha…


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Complicado KISS




Era tudo tão mais fácil se o fosse mais simples.

Tenho perfeita noção que tenho especial apetência (ou competência) para complicar. Mas, afinal , quem não o é ou não o faz? Acabo de em deparar com um problema semântico…isto de complicar está no âmbito do ser ou no do fazer? Acho que está entre o empírico e o adquirido, oxalá alguém me explique, me elucide, me esclareça (lá está, compliquei com os quase sinónimos).

São frequentes os momentos em que me apercebo que as coisas são, afinal, mais simples do que me pareciam, mas também não são raros os momentos em que perante uma complicação algo me parece óbvio e claro. Porque não equacionar todos os cenários possíveis perante uma situação? Onde está a fronteira entre a precaução e o excesso de zelo que impede de avançar? Até onde se pode complicar para defender uma ideia ou, então, para a contrariar, desarmar e destruir?

Bem, estou a complicar o assunto…mas, se o assunto era a complicação não era suposto simplificar, certo?

Outra ocasião propícia “ao complicamento” é quando nos debruçamos sobre um dos nossos problemas, porque esses são realmente complexos…já diziam os outros que “a vida dos outros é tão simples para mim”.

Teoricamente deverá aplicar-se à vida o princípio KISS. Mononucleoses à parte, o KISS é a sigla, ou acrónimo (diferença?) de Keep it Short and Simple que, segundo a wikipédia, tem a sua origem em Albert Einstein ("tudo deve ser feito da forma mais simples possível, mas não mais simples que isso") e Antoine de Saint-Exupéry ("A perfeição é alcançada não quando não há mais nada para adicionar, mas quando não há mais nada que se possa retirar").

Há também outras correntes de opinião (ou de autor) que dizem que o tal KISS pode ser Keep it Simple, Stupid, Keep it Simple, Silly ou ainda Keep It Sweet & Simple, mas essas correntes levar-me-iam para outro porto.

Resumindo, há que reduzir o pensamento e o discurso (ou essencialmente o discurso) ao essencial, guardar o que se deve escusar à partilha (porque nem tudo a socialização obriga)…precavemos o desgaste do nosso latim, prevenimos anomalias de audição dos nossos interlocutores e evitamos que algo se não entenda. Confuso? Talvez…

Termino com duas músicas, uma mais provável, outra mais no sentido da não complicação.