quinta-feira, 12 de março de 2009

Silêncio


O silêncio por vezes é desejado, outras vezes é ensurdecedor. Assim, existem silêncios de diferentes “espécies”, modos, feitios e ocasiões (e, nesta questão das ocasiões, não me refiro à surdez de circunstancia).

Acho que há alturas na vida em que como que vivemos num silencio cru no meio de bombardeamentos de informações, pregações ou mesmo questões sem resposta (nada mal quando comparado a sequencias de frases sem sentido – e aqui estou a colocar um dedo na minha própria ferida).

São os silêncios comprometedores, em que se ouvem os olhares, são os silêncios de comprometimento de olhares “desviados”, são silêncios de ignorância de olhares perdidos no horizonte ou na distracção recém-criada, são silêncios de olhos tristes e calados. Afinal, isto do silêncio tem que ser relacionado considerando as várias tipologias existentes, assim como as extrema ligação que este tem com o olhar.

Creio que há silêncio quando se espera algo, quando se deseja ouvir algo ou alguém e não simplesmente a ausência de ruído. O silêncio da “paz d’alma” relaciona-se muito mais com desassossegos ou palpitações do órgão cardial.

Nas vivências presentes, há um silêncio só, um silêncio distante, imperceptível, mas que é diagnosticável mas não lhe alcanço a terapêutica...

Antes que o silencio “se quebre” (porque o ditado refere desta forma a fragilidade do silêncio), e se solte o sucessor suspiro, espero que viagem em silêncio (ou não) com esta musica…

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Segurança infantil

Numa pesquisa musical para dar resposta a certas e determinadas situações e/ou pessoas (nomeadamente devido à pouca vontade de fazer algumas refeições ou “curar” alguma crise passadista), fui até ao “youtube”.

Para a crise passadista “receitei” um Serafim Saudade que… se não for mais anima a malta. Vídeo puxa vídeo (tal como palavra puxa palavra - de preferência sem António Sala) e fui ver o vídeo de um dos sketches do Tal Canal que era o “Cozinho para o Povo” onde se podia alimentar a memória e o estômago (mas sempre com “imeeeeensa paprika”).

Eis senão quando, e as Joanas que me perdoem, acabei por encontrar o vídeo que as poderá martirizado na infância: “Come a papa, Joana come a papa”.

Relativamente a esta música…ou só me tinham ensinado o refrão, ou então um dos primeiros versos…porque aquilo que hoje descobri (e é com alguma “mágoa” que só passado “tanto” tempo consegui desvendar) que há uma a rima capaz de irritar muita gente, tal e qual o facto de atirar o pau ao gato (com que ainda hoje a protectora dos animais se debate), em que o raio do bicho é atingido mas não morreu, eu, eu (para grande admiração da D. Chica).

Então não é que se diz, a certa altura, “10,11,12 à espera que a mosca pouse e 1 colher de papa”. À primeira vista, temos um “choque anti-higiénico”. Numa “leitura” mais atenta poderá depreender-se que a papa está quente e por isso é necessário esperar que a mesma arrefeça ou então forçar a mosca a pousar noutro sítio, para que seja efectuado o procedimento de levar a colher com papa até à boca da Joana.

Mas…esta relação da mosca e da sopa…e o rimar “doze” com “pouse” só mesmo com uma pronuncia alternativa (daquela que se assiste na TV do tipo “douze” e, às vezes “treuze”)…bem acho que afinal a ASAE anda a dormir e deverá também entrar em campo nestas questões de segurança alimentar das musicas infantis, ou mesmo na protecção da integridade física dos animais. O que vos parece? Para quando legislação à altura de combater este atentado à segurança?