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terça-feira, 7 de julho de 2015

Caminhos







São para ir percorrendo é certo e imperativo! De forma rápida ou lenta, alegre ou desanimada… há pessoas que dizem que no mesmo se encontram pedras para serem recolhidas tendo em vista a construção de um castelo…


Há quem diga que os caminhos (da vida) são finitos e irrepetíveis, como que um segmento de recta. Mas então, como se explicam os deja vu? Não se explicam, vivenciam-se…ou melhor, “revivenciam-se”.


Há que, pelo caminho, recolher vontades, alentos… como uma criança que se baixa para apanhar uma flor que cresce na beira do caminho que pode parecer insignificante para quem acompanha a caminhada, que segue na sua própria passada paralela.

O que se segue? Como se segue?


O passo segue numa síncope entre compassos, entre tempos, entre gentes, entre dias ensolarados e fins de tarde sombrios, entre flores na berma e calhaus a que se dá um chuto e a pedra salta, bate, ressalta uma e duas vezes até parar e esperar mais um chuto para seguir o seu… caminho

Outrora "sem rumo nem Norte, sem rima nem mote..."

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Que se intervencione




Recebi aos 31 dias do mês de Janeiro um mail que referia que ainda se fazem músicas de intervenção. Não li, reservei…Aguardei e mais tarde ouço referência à mesma música na TV…os Deolinda tinham voltado noutro “movimento associativo” a dizer o que já muitos falam.
A época é de crise, ou estamos numa épica crise em que o apuro, a escassez, a revolta talvez só possam ser combatidos com engenho e arte, teimosia (ou persistência), sorte e trabalho.
Não estando em crise de palavras, mas pedindo emprestadas. As crises e as músicas de intervenção não se calaram, foram mutando, ficando em surdina…será que hoje voltaram a aumentar os ouvidos sequiosos delas?
Deixo outra letra (porque não encontro a musica no youtube) e um clássico…e que se intervencione

Falta De Educação (Quinta do Bill)
Não há pobreza maior para um país
do que a falta de educação
dar um canudo a um jovem que não lhe serve p'ra nada
e deixá-lo entregue à sua mercê

Eu não consigo entender para que serve
o que os escravos dessas taxas vão mostrar
aos Senhores da Europa a quem vão obedecer
é apenas um disfarce, nada mais

Contestar, contestar
contestar é a alma de um país em construção
que se bate p'lo direito a dizer não, não, não
Não!

Não se pode continuar a confundir
quantidade e qualidade
que sentido faz pagar as propinas hoje em dia
sem receber uma boa formação

Contestar, contestar
contestar é a alma de um país em construção
que se bate p'lo direito a dizer não, não, não
Não!

Que parva que sou (Deolinda)
Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!

Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!

E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou!

Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar,
Que parva que eu sou!

E fico a pensar
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!

Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!

E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.







quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

...escrever...escrever...




Mais umas linhas que se preenchem, sem saber porquê, nem para quê! As únicas certezas são o “quando” e “onde” se escreve. Mas, honestamente, que se lixe! Afinal não estou aqui para agradar a ninguém! Estou simplesmente a escrever porque … porque… porque me apetece!
Este espaço de escrita, que tinha idealizado “amplo”, afinal não passa de um monólogo pontualmente dialogado. É certo que os “temas” também podem ser “estranhos”, alternativos (sempre gostei de este adjectivo que ao mesmo tempo diz tudo e nada), ridículos, difíceis de comentar talvez. São estados de alma… talvez uma alma “parada”, inquinada, mas, mesmo assim, são a forma de expressar, por palavras, o resultado de uma intensa actividade cerebral que, normalmente, não conduz a lado nenhum e que culmina com esta sucessão de caracteres despejados à luz de um chocolate quente, de um coçar de cabeça, de um suspiro cansado mas que precisa de ser devidamente exalado.
Para terminar, para que este texto não seja acusado de ser tão longo como os restantes, cito duas letras de músicas que, neste momento, passam constantemente na playlist da minha massa encefálica:

“Vou sem rumo nem Norte, sem rima nem mote… vou indo” e “Toda a gente passou horas em que andou desencontrado, como à espera do comboio na paragem do autocarro”…