terça-feira, 7 de julho de 2015

Caminhos







São para ir percorrendo é certo e imperativo! De forma rápida ou lenta, alegre ou desanimada… há pessoas que dizem que no mesmo se encontram pedras para serem recolhidas tendo em vista a construção de um castelo…


Há quem diga que os caminhos (da vida) são finitos e irrepetíveis, como que um segmento de recta. Mas então, como se explicam os deja vu? Não se explicam, vivenciam-se…ou melhor, “revivenciam-se”.


Há que, pelo caminho, recolher vontades, alentos… como uma criança que se baixa para apanhar uma flor que cresce na beira do caminho que pode parecer insignificante para quem acompanha a caminhada, que segue na sua própria passada paralela.

O que se segue? Como se segue?


O passo segue numa síncope entre compassos, entre tempos, entre gentes, entre dias ensolarados e fins de tarde sombrios, entre flores na berma e calhaus a que se dá um chuto e a pedra salta, bate, ressalta uma e duas vezes até parar e esperar mais um chuto para seguir o seu… caminho

Outrora "sem rumo nem Norte, sem rima nem mote..."

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

(Num) Nó







Nó na garganta, nó cego, nó dos dedos, de gravata, da madeira… mente a divagar a muitos nós, entre caminhos meus e outros alheios ao meu conhecimento e vontade. Os pensamentos como que estão a deriva, a boiar num líquido denso, heterogéneo, por vezes transparente mas essencialmente turvo, “sem rumo nem Norte, sem rima nem mote…vão indo”.


Permanece aquela sensação que algo me prende aqui, ou ali. Nada de claro. Talvez um nó de uma corda comprida, de fios entrelaçados, não sei bem – não a vejo, mas às vezes sinto: “estás preso”! A corda estica, como o ar gélido que estala ao tocar a superfície da pele, e o deambular esmorece, o aleatório ganha rumo ou fica estático até ao próximo balançar da solução aquosa deste aquário sem paredes, sem vidros, sem pedras, sem peixes…


Por vezes este nó transforma-se, ganha leveza (e cor?), como que a corda se transforma em fita, e a crueza áspera acaba por se metamorfosear num volátil laço.


Nó de ideias, nó de existências, nó de previsões…turbilhão de dúvidas, conceitos, incertezas, factos, hesitações, vontades, indecisões e outros sinónimos intercalados com factos, ou factores.


Estique-se a corda. O nó aperta. Quanto à corda…