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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O caminho...




Várias são as frases e, claro, os pensadores que se dedicaram à análise do caminho. Calceteiros de mão certeira e rigor científico no assentar das palavras, afirmaram que o caminho faz-se caminhando e outra (o) Pessoa referiu-se às pedras que o compõem dizendo que um dia com elas edificaria um castelo.

Pois bem, não tenciono pensar sobre o rendilhado da calçada à portuguesa...isso é outro caminho que até podia me levar à Liberdade ou Aliados da minha génese portuense, mas não é por aí que vai o texto, ou o caminho. Para onde vou? Não sei. O que farei? Sei lá! Culpa do vendaval? Não, mas é certo que não me ajuda a assentar as ideias.

Parece-me que o (meu) caminho só tem metas volantes (e logo a mim que não aprecio particularmente desportos de duas rodas), piso pouco firme e como que os pés ganham vontade de própria, virando-se um para norte e outro para oeste, num dúbio equilíbrio instável de 45 graus (que não Celsius, pois o caminho faz-se a frio).

Encontro-me entre algures e nenhures, entre o sou e o estou desorientado...certezas tenho a que já andei e que não vou parar. Que caminho (é) este ...

Acho que até o texto entrou numa encruzilhada... vou procurar um passeio! Não de passeata, mas de alternativa ao betuminoso, asfáltico ou terra batida - porque não? Despovoe-se a minha mente das metáforas, esse caminho em espiral sobre areias movediças. Vou dar espaço à música, que, como sempre, me leva a viajar neste meu caminho.





(este caminho, na foto, foi mesmo meu...trilhado e fotografado)

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

De 25 a 1....


Estamos na época dos votos!

Logicamente que não me refiro às necessárias (?) eleições que se avizinham, mas antes aos votos de Bom Natal e Próspero Ano Novo, as Boas Festas que terminam com as entradas, puro antagonismo de terminar com entradas…algo que os nuestros hermanos (nossos vizinhos espanhóis ou outro caloroso título com que os queiramos abraçar) não subscrevem, ficando antes à espera que os reis se apresentem ao serviço (por cá o nosso rei ainda continua desaparecido – não incluindo no título monárquico nem o Eusébio, nem o “dos frangos”.

Para uns o ano de 2010 foi bom, para outros mau…para os sobrantes, isto é, para os não incluídos nos grupos anteriores, o ano foi nem bom nem mau, antes pelo contrário e vice-versa. Se foi bom ou mau, neste momento pouco importa, até porque o balanço já tem que estar feito e todas as ilações tiradas. Não há tempo para olhar para trás… passando a redundância, que se calce um calçado adequado e pés ao caminho!

Para que esta declaração (com perspectivismo inicial “festeiro”) tenha realmente algum valor, termino citando um génio e deixando um som “simpático”.

Triste de quem vive em casa,
Contente com o seu lar,
Sem que um sonho, no erguer de asa
Faça até mais rubra a brasa
Da lareira a abandonar!

Triste de quem é feliz!
Vive porque a vida dura.
Nada na alma lhe diz
Mais que a lição da raiz
Ter por vida a sepultura.

Eras sobre eras se somem
No tempo que em eras vem.
Ser descontente é ser homem.
Que as forças cegas se domem
Pela visão que a alma tem!

(Fernando Pessoa)