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terça-feira, 7 de julho de 2015

Caminhos







São para ir percorrendo é certo e imperativo! De forma rápida ou lenta, alegre ou desanimada… há pessoas que dizem que no mesmo se encontram pedras para serem recolhidas tendo em vista a construção de um castelo…


Há quem diga que os caminhos (da vida) são finitos e irrepetíveis, como que um segmento de recta. Mas então, como se explicam os deja vu? Não se explicam, vivenciam-se…ou melhor, “revivenciam-se”.


Há que, pelo caminho, recolher vontades, alentos… como uma criança que se baixa para apanhar uma flor que cresce na beira do caminho que pode parecer insignificante para quem acompanha a caminhada, que segue na sua própria passada paralela.

O que se segue? Como se segue?


O passo segue numa síncope entre compassos, entre tempos, entre gentes, entre dias ensolarados e fins de tarde sombrios, entre flores na berma e calhaus a que se dá um chuto e a pedra salta, bate, ressalta uma e duas vezes até parar e esperar mais um chuto para seguir o seu… caminho

Outrora "sem rumo nem Norte, sem rima nem mote..."

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O caminho...




Várias são as frases e, claro, os pensadores que se dedicaram à análise do caminho. Calceteiros de mão certeira e rigor científico no assentar das palavras, afirmaram que o caminho faz-se caminhando e outra (o) Pessoa referiu-se às pedras que o compõem dizendo que um dia com elas edificaria um castelo.

Pois bem, não tenciono pensar sobre o rendilhado da calçada à portuguesa...isso é outro caminho que até podia me levar à Liberdade ou Aliados da minha génese portuense, mas não é por aí que vai o texto, ou o caminho. Para onde vou? Não sei. O que farei? Sei lá! Culpa do vendaval? Não, mas é certo que não me ajuda a assentar as ideias.

Parece-me que o (meu) caminho só tem metas volantes (e logo a mim que não aprecio particularmente desportos de duas rodas), piso pouco firme e como que os pés ganham vontade de própria, virando-se um para norte e outro para oeste, num dúbio equilíbrio instável de 45 graus (que não Celsius, pois o caminho faz-se a frio).

Encontro-me entre algures e nenhures, entre o sou e o estou desorientado...certezas tenho a que já andei e que não vou parar. Que caminho (é) este ...

Acho que até o texto entrou numa encruzilhada... vou procurar um passeio! Não de passeata, mas de alternativa ao betuminoso, asfáltico ou terra batida - porque não? Despovoe-se a minha mente das metáforas, esse caminho em espiral sobre areias movediças. Vou dar espaço à música, que, como sempre, me leva a viajar neste meu caminho.





(este caminho, na foto, foi mesmo meu...trilhado e fotografado)