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quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Mas porque é que tem que ter um título? Este post não tem título!Paciência...


Caros leitores (se é que ainda existem)

Mais uma vez parece-me que a mancha de texto que vai preencher este blog (que alguns lêem mas que poucos comentam) vai representar um suspiro ou uma sucessão de inspirações e expirações que não mais fazem do que confirmar que (ainda) me encontro biologicamente vivo e que a minha mente ainda funciona, nem que seja para me fazer pensar nela mesma o que, acreditem, não é fácil e muito menos normal (pelo menos é o que eu acho).
Desde já posso tirar uma conclusão: não devo ler Saramago! Já viram bem a extensão daquela 1ª frase? Bem que a tentei encurtar mas… olhem… “ficou-se assim”.
Nesta deambulação estática do meu dia-a-dia prendo-me com algumas ideias que ouço em músicas que se repetem no media player, em frases que se lêem e se tentam perceber e sobrevive-se pensando, sem que às vezes se saiba concretamente em quê. Mas afinal não será uma verdade que “um bom poema é aquele que nos dá a impressão que é ele que nos está a ler... e não nós a ele!”?
Certamente alguns também já tiveram esta sensação e deram por si a pensar: «como é que isto descreve perfeitamente este momento da minha vida?! Coisa estranha…».
Bem, qual seria então o grande interesse das músicas se elas não servissem para nos fazer abandonar as nossas existências por 3-4minutos enquanto cometemos a crueldade de cantar (assassinando as musicas e “maltratando” quem nos ouve) ou então de sonorizar aqueles “na, na…na” (na ausência de letra conhecida) e ainda acompanhar do belo estalido dos dedos ou então do bater com o pé no chão? (a não ser que seja musica tecnho em que o CD vai do principio ao fim sem parecer que tenha saído da primeira faixa).
Boas são, normalmente, aquelas músicas que nos fazem pensar e… sonhar. Quando damos por nós, muitas vezes, acabamos de adormecer para a realidade e estamos a “acordar para dentro” (coisa não recomendável por vezes).
Actualmente, para mim, a música é um “escape”. É óptima para nos “acompanhar” nos transportes públicos (apesar de nos impossibilitar de ouvir os diálogos - em surdina relativa - acerca da “vizinha do 3º esquerdo do bloco 4 que parecia boazinha mas que afinal não passa de uma bandida” ou então da imensurável lista de doenças e operações que fulano já fez e que lhe deviam garantir um lugar sentado) mas, meus amigos, não se pode ter tudo. Assim, a solução que vos apresento é a que andem a pé (fazem exercício e é melhor para o ambiente) e façam-se acompanhar de um MP3 quando as viagens vos fizerem sentir sozinhos no meio de uma multidão que não vos conhece, não quer conhecer e, talvez, tenha raiva de quem vos conhece.
Para terminar, fica um excerto de mais uma letra de uma música:
Diz-me que solidão é essa
Que te põe a falar sozinho
Diz-me que conversa
Estás a ter contigo

Diz-me que desprezo é esse
Que não olhas para quem quer que seja
Ou pensas que não existe
Ninguém que te veja

Que viagem é essa
Que te diriges em todos os sentidos
Andas em busca dos sonhos perdidos

sábado, 27 de outubro de 2007

Tem dias…


O título deste “post” podia muito bem ser “há dias assim”, “qual é o dia”… e por aí fora, mas resolvi (por unanimidade) que seria “tem dias…”.
Isto de dia é muito mais do que oposição à noite! Há dias e dias… se bem que os mais atentos e reivindicativos também podiam dizer que “há noites e noites”, o que não deixaria de ter uma “ponta de verdade” mas eu estou para aqui a escrever sobre dias e não sobre noites e… afinal o dia não tem 24horas? Assim… o dia também engloba a noite (e já consegui manter o raciocínio!).
Mas que dias são estes? Há quem diga que são os “dias do fim”, há quem deseje “boa sorte para este dia” e há até quem diga “este é o teu dia”… o que considero “ligeiramente possessivo” e abusivo!
Outros, menos atentos (?), referem “o dia de hoje está mais frio que o de ontem” outros, ainda, valem-se de “cábulas” e dizem “foi neste dia que o acontecimento XPTO ocorreu no …”.
Pois bem, há dias mais ocupados que outros e, no mesmo dia, podem existir momentos mais ocupados que outros (o que não é o caso e que me permitiu escrever estas linhas), há dias úteis, dias fúteis, dias alegres… ou seja, dias para tudo e para todos os gostos (até há gente que é “a dias”), sendo que também insista que “hoje é o primeiro dia do resto da tua vida”.
Acho que há realmente dias que se distinguem claramente dos outros e pelos mais diversos motivos. Há dias “apalhaçados”, dias “parados” em que o relógio não anda, dias agitados em que 24horas são manifestamente pouco para tudo aquilo que desejávamos fazer e há aqueles dias em que era perfeitamente viável que nem tivessem acontecido, isto é, ninguém se iria aperceber se tivéssemos a opção de o seleccionar e depois carregar no “delete”.
Dias bons e dias “mais difíceis” todos temos que passar por eles e, “carpe diem(s)” à parte, está nas nossas mãos a árdua tarefa de tornar os difíceis em “alavancas” para impulsionar “o dia seguinte”.
Terminando, deixo-vos uma citação relacionada com os dias (talvez os “últimos dias”):
“Há dias que marcam a alma e a vida da gente e aquele em que tu me deixaste não posso esquecer”

Ah… surripiei esta imagem a 1 amiga!