segunda-feira, 19 de maio de 2014

Casa




Toda a gente sabe que a construção de uma casa não se começa pelo telhado. Previsivelmente não pretendo debruçar-me sobre o processo construtivo propriamente dito...que perda de tempo (e quiçá perda de interesse).

Isto da casa começou com um texto de uma música dos Capicua que ouvi há dias na rádio. Eles referem a casa no campo. Creio que é ou foi algures uma vontade comum: uma porta sempre aberta, para deixar entrar amigos, com um pedaço de terra, espaço para adormecer na relva...e está pérola da inspiração " Quero uma casa no campo que cheire a flores e frutos, a gomas e sugus, a doces e sumos". Hansel e Gretel? Talvez, mas fiel à definição literal de casa enquanto "home sweet home".

Este espaço nosso que é a casa tem mais que se lhe diga...além da expressão que transforma qualquer casa em menos de um T0, isto é, além das comumente denominadas "quatro paredes". São vidas, vontades...são paredes, pavimentos e tectos com poros, além da densidade física da matéria que as compõe. 

Voltando um pouco atrás, já dizia "o outro" que era uma casa muito engraçada, não tinha tecto, não tinha nada. Se a vida for como uma casa, então este suceder de caracteres (ou sucedâneo de pensamento que aqui está plasmado), ganha outro sentido, não necessariamente mais objetivo. 

Enfim, vou deixar descansar a minha mente que já me mente ao dizer-se capaz de desdobrar o pensamento em escrita com sentido lógico. 

Em ritmo de despedida, até porque já pretendo terminar este post, deixo umas músicas bem construídas e subordinadas ao tema






 

terça-feira, 25 de março de 2014

Smile






Quando as vírgulas ascendem e se tornam em aspas, algo não está bem! O que era acessório, informação adicional, perde objetividade e como que se transforma em algo pouco claro, num “diz que é uma espécie de”… excepto em caso de citação, mas isso, passando o pleonasmo, é uma excepção.


Vírgulas, pontos finais e outros artefactos mais podem fazer-me desviar do rumo que pretendo seguir, por isso vou tentar deixar para trás esta questão acrobática da pontuação.

Já não é de hoje que as coisas parecem que não vão bem. Não é que sigam mal, até porque nem tudo na vida é par ou alternativamente ímpar… direi que se vai passando entre os pingos da chuva. 


Bem, tanto devaneio e ainda não cheguei onde queria. Hoje deparei-me com uma música que me trouxe à memória algo que tanto aprecio e que nem sempre pratico: o sorriso! Não que seja ele um espelho da alma, longe disso. Mas ainda assim prefiro um fingido, o denominado “amarelo”… até mesmo o “de frete” é melhor que uma cara fechada, ausência de habilidade da contração certa dos músculos faciais ou garantir às faces uma geometria de linhas perpendiculares que em simultaneamente são paralelas a qualquer esboço de alegria ou felicidade.

Qual é o alcance de um sorriso? 

Cansaços à parte, até porque os cansaços também são argumentos gerais, abstratos e também “cosméticos”, isto é, óptimos de colocar à superfície, vou-me tentar munir dos meus melhores argumentos para tentar sorrir mais para a vida, porque não é fácil levar a vida a sorrir, mas é certo que a vida se leva melhor se for a sorrir!


A quem se tiver dado ao investimento do seu tempo a ler este exercício de plasmar em texto as minhas ideias soltas, deixo duas músicas. A primeira porque provocou este texto que andava latente, a segunda porque é um “clássico” e pela letra pouco esclarecedora…  

Complicativo?


If you smile
With your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You'll see the sun come shining through, for you