terça-feira, 25 de março de 2014

Smile






Quando as vírgulas ascendem e se tornam em aspas, algo não está bem! O que era acessório, informação adicional, perde objetividade e como que se transforma em algo pouco claro, num “diz que é uma espécie de”… excepto em caso de citação, mas isso, passando o pleonasmo, é uma excepção.


Vírgulas, pontos finais e outros artefactos mais podem fazer-me desviar do rumo que pretendo seguir, por isso vou tentar deixar para trás esta questão acrobática da pontuação.

Já não é de hoje que as coisas parecem que não vão bem. Não é que sigam mal, até porque nem tudo na vida é par ou alternativamente ímpar… direi que se vai passando entre os pingos da chuva. 


Bem, tanto devaneio e ainda não cheguei onde queria. Hoje deparei-me com uma música que me trouxe à memória algo que tanto aprecio e que nem sempre pratico: o sorriso! Não que seja ele um espelho da alma, longe disso. Mas ainda assim prefiro um fingido, o denominado “amarelo”… até mesmo o “de frete” é melhor que uma cara fechada, ausência de habilidade da contração certa dos músculos faciais ou garantir às faces uma geometria de linhas perpendiculares que em simultaneamente são paralelas a qualquer esboço de alegria ou felicidade.

Qual é o alcance de um sorriso? 

Cansaços à parte, até porque os cansaços também são argumentos gerais, abstratos e também “cosméticos”, isto é, óptimos de colocar à superfície, vou-me tentar munir dos meus melhores argumentos para tentar sorrir mais para a vida, porque não é fácil levar a vida a sorrir, mas é certo que a vida se leva melhor se for a sorrir!


A quem se tiver dado ao investimento do seu tempo a ler este exercício de plasmar em texto as minhas ideias soltas, deixo duas músicas. A primeira porque provocou este texto que andava latente, a segunda porque é um “clássico” e pela letra pouco esclarecedora…  

Complicativo?


If you smile
With your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You'll see the sun come shining through, for you

 


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O caminho...




Várias são as frases e, claro, os pensadores que se dedicaram à análise do caminho. Calceteiros de mão certeira e rigor científico no assentar das palavras, afirmaram que o caminho faz-se caminhando e outra (o) Pessoa referiu-se às pedras que o compõem dizendo que um dia com elas edificaria um castelo.

Pois bem, não tenciono pensar sobre o rendilhado da calçada à portuguesa...isso é outro caminho que até podia me levar à Liberdade ou Aliados da minha génese portuense, mas não é por aí que vai o texto, ou o caminho. Para onde vou? Não sei. O que farei? Sei lá! Culpa do vendaval? Não, mas é certo que não me ajuda a assentar as ideias.

Parece-me que o (meu) caminho só tem metas volantes (e logo a mim que não aprecio particularmente desportos de duas rodas), piso pouco firme e como que os pés ganham vontade de própria, virando-se um para norte e outro para oeste, num dúbio equilíbrio instável de 45 graus (que não Celsius, pois o caminho faz-se a frio).

Encontro-me entre algures e nenhures, entre o sou e o estou desorientado...certezas tenho a que já andei e que não vou parar. Que caminho (é) este ...

Acho que até o texto entrou numa encruzilhada... vou procurar um passeio! Não de passeata, mas de alternativa ao betuminoso, asfáltico ou terra batida - porque não? Despovoe-se a minha mente das metáforas, esse caminho em espiral sobre areias movediças. Vou dar espaço à música, que, como sempre, me leva a viajar neste meu caminho.





(este caminho, na foto, foi mesmo meu...trilhado e fotografado)